quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Infância de suburbano III
Com todo esse espaço nas casas suburbanas, sobrava bastante lugar para árvores frutíferas, no meu quintal tínhamos abacateiro e goiabeira, os dois vizinhos laterais tinham mangueiras, as mangas caiam no meu quintal literalmente, na vizinha mais ao lado tinha carambola, e na rua tinha amêndoas brancas e roxas. Ainda hoje quando vou à feira e não compro nem abacate e nem goiaba, eram frutas que eu comia em casa, tirava da árvore e comia, não consigo pagar por algo que brotava no meu quintal. Comentei anteriormente que na minha casa tinha um galinheiro, não significa exatamente que no subúrbio se criava galinhas como na roça, mais eu me lembro que a minha mãe comprava galinhas vivas para levar para casa. Para que pudéssemos comer era preciso que minha mãe transformasse aquele animal em alimento. Querem saber como? Simples, primeiro cortava-se o pescoço, depois, se não me falha a memória, tinha que colocar na água fervendo para tirar as penas, então era só temperar, levar ao fogo e servir. Crianças criadas no subúrbio assistem tranquilamente a qualquer filme do Arnold Schwarzenegger, sem nenhum trauma.
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